Nos últimos dias, um suposto “desafio” envolvendo a ingestão de sêmen do parceiro voltou a circular nas redes sociais, levantando preocupações entre profissionais de saúde. Especialistas afirmam que, embora o tema não seja novo, a forma como está sendo promovido pode incentivar práticas sem informação adequada e sem consideração pelos riscos envolvidos.
De acordo com médicos, a ingestão de sêmen, em si, não é necessariamente perigosa quando ocorre em um contexto íntimo consensual e com parceiros saudáveis. No entanto, o principal alerta está relacionado à possível transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, gonorreia e herpes, especialmente quando não há testes prévios ou uso de proteção.
Além disso, especialistas destacam que algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas raras ao sêmen, conhecidas como hipersensibilidade ao plasma seminal, que podem causar sintomas como coceira, inchaço ou até dificuldade respiratória em casos mais graves.
Outro ponto levantado pelos profissionais é o impacto da desinformação nas redes sociais. Conteúdos sensacionalistas, muitas vezes apresentados como “revelações médicas”, podem distorcer fatos científicos e incentivar comportamentos sem base em evidências. Médicos reforçam que não há benefícios comprovados para a saúde associados a esse tipo de prática.
Organizações de saúde recomendam que qualquer atividade sexual seja realizada com consentimento, comunicação clara entre os parceiros e, sempre que possível, com medidas de proteção. A testagem regular para ISTs também é considerada essencial para manter a saúde sexual

